Articles Written By: Renato Siqueira

Error: Windows cannot find the Microsoft Software License Terms. Make sure the installation sources are valid and restart the installation.

Olá,

Post rápido pra documentar um pequeno e simples troubleshooting encontrado ao configurar ambiente para testes caseiros, usando Virtualbox (não testei mas acredito que envolva outros virtualizadores) e o Windows Server 2016.

 

Mensagem de erro:

Windows cannot find the Microsoft Software License Terms. Make sure the installation sources are valid and restart the installation.

Cenário

Instalando o Windows Server 2016 em uma VM (Virtualbox), selecionei a edição desejada (Desktop Experience)  e tentei prosseguir com a instalação. No momento em que o contrato de licença deveria ser carregado, um erro impede a instalação.

 

Selecionando qual edição será instalada.

 

Windows cannot find the Microsoft Software License Terms. Make sure the installation sources are valid and restart the installation.

Resolução

Descartei a possibilidade da ISO utilizada para instalação estar corrompida porque já tinha realizado uma instalação da mesma dias antes do problema. Também refiz o procedimento quatro (4) vezes, e apenas uma vez o instalador pode prosseguir, então parece ser algo intermitemente. Parti pra documentação oficial do S.O pra ver se achava alguma pista nos requerimentos de instalação do servidor, e bingo:

[PT-BR] https://docs.microsoft.com/pt-br/windows-server/get-started/system-requirements

[EN-US] https://docs.microsoft.com/en-us/windows-server/get-started/system-requirements

O texto abaixo descreve o problema de fato que estava encarando. Criei o servidor com o padrão de memória no Virtualbox que é de 512MB, que se encaixava neste cenário:

If you create a virtual machine with the minimum supported hardware parameters (1 processor core and 512 MB RAM) and then attempt to install this release on the virtual machine, Setup will fail.

To avoid this, do one of the following:

  • Allocate more than 800 MB RAM to the virtual machine you intend to install this release on. Once Setup has completed, you can change the allocation to as little as 512 MB RAM, depending on the actual server configuration.

  • Interrupt the boot process of this release on the virtual machine with SHIFT+F10. In the command prompt that opens, use Diskpart.exe to create and format an installation partition. Run Wpeutil createpagefile /path=C:\pf.sys (assuming the installation partition you created was C:). Close the command prompt and proceed with Setup.

 

A solução, adivinhe você, foi ajustar a memória da VM pra acima de 800MB  e refazer a instalação. Achei interessante registrar sobre esse problema porque a mensagem de erro não é exatamente muito intuitiva e até leva a crer que possa se tratar de um problema na mídia de instalação.

Funcionou com tranquilidade.

Att.

 

Impressões sobre o exame Oracle Database SQL – 1Z0-071


Olá,

Gostaria de compartilhar  minha impressão sobre a prova 1Z0-071 da Oracle, pré-requisito para obter o título de  OCA – Oracle 12c Administrator.
Para saber o que é cobrado no exame, clique aqui .

 Impressões + dicas
A prova estava 100% alinhada com TODOS os tópicos declarados como tópicos do exame (Review Exam Topics) e notei respeito por parte da Oracle em, descrever no resultado do exame, tópico por tópico onde o candidato respondeu incorretamente as questões. Melhor feedback que esse, nunca nem vi. Além disso, ao meu ver, não é uma prova que subestima o candidato entregando respostas óbvias e usa e abusa de questões com armadilhas (tanto de sintaxe como de comportamento de comando).

Sobre o exame em geral, deixo poucos tópicos de atenção (já que a prova é bem diversificada):

+ Questões com TO_DATE e TO_CHAR em peso, principalmente formatações de data;
+ Diversas pegadinhas envolvendo ORDER BY (no UNION);
+ Domine operações de agrupamento (GROUP BY) e JOINS (todos os tipos, natural, using, outer, inner, etc) pois são bem cobradas no exame, inclusive de forma textual sem comandos.
+ Caiu poucas questões sobre views de dicionário, mas as que cairam, são facilmente cobertas pelos materiais de estudo da Oracle;

+ Muita questão (73) pra pouco tempo (1h40). É uma prova com muitas questões “armadilha” que exigem constante releitura, então se notar que está perdendo tempo demais (5min+), marque a questão pra revisão e parta pra próxima. Essa dica é padrão pra qualquer exame de longa duração, mas é especialmente válida em exames de query.

+ Se você veio do TSQL como eu, não apenas leia sobre PL-SQL, teste cada consulta e acredite…alguns comportamentos são bem diferentes entre os dialetos. Tente concatenar uma STRING com um NULL nos dois produtos e observe os resultados. Domínio da sintaxe é algo que o exame já espera de você como candidato e ele não vai te apresentar 5 questões onde 1 é a resposta certa e as outras 4 são visivelmente absurdas já julgando pela sintaxe. Na verdade a maioria das respostas se parecem MUITO e pra mim esse é o desafio da prova.

Materiais de estudo

Materiais da Oracle Press que cobrem o exame 1Z0-061 ou 1Z0-071 , curso na Udemy para o exame e Oracle Magazine (esse último é muito bom mas deve ser lido de modo seletivo de acordo com os tópicos do exame).

Até a próxima!

SQL Server 2016 – Modo de compatibilidade mais abrangente

Como todos sabem, o SQL Server 2016 trouxe diversas melhorias na engine e algumas delas extremamente bem vindas, por menores que possam parecer (tipo o comando TRUNCATE funcionando para partições, rs).

Uma delas é uma melhoria modo de compatibilidade que agora permite a compatibilidade mínima de três (3) versões inferiores à atual ao invés de duas (2) como nas últimas versões.

Segue matriz de compatibilidade:

 

matriz

Em suma, o SQL Server 2016 suporta até o nível de compatibilidade do SQL Server 2008.

Seguindo os padrões anteriores o mínimo de compatibilidade exigida seria o 110, que é o SQL Server 2012.

Logo, para quem tem interesse em fazer a migração e ainda manter o nível de compatibilidade no 2008 por qualquer motivo que seja (mas supondo, Cardinality Estimator e outras particularidades do 2008), agora existe tal possibilidade.

Att.

 

SQL Saturday #573 em Brasília-DF (26/11)

titulosat

Olá,

No dia 26/11 acontecerá o nosso terceiro SQL Saturday aqui em Brasília-DF.

A iniciativa, promovida pela comunidade técnica é o melhor evento de capacitação e networking para profissionais de SQL Server.

Maiores informações, assim como o cadastro para participar do evento você encontra neste link.

Abaixo o agendamento retirado no site hoje 12h do dia 23/11 para apreciação.

Importante lembrar que os horários ou as palestras podem ser alteradas antes ou no dia do evento.: 

Agendamento Sat #573

Porque vale a pena participar?

A plataforma Microsoft SQL Server está em evidência agora e provavelmente nunca foi tão comentada como agora:

  • Existe uma versão pra linux em desenvolvimento;
  • Está cada vez mais integrada com “novas” tecnologias (Big Data, Cloud, Analytics), citando como exemplo o suporte à R nativo;
  • Uma quebra de paradigma na quantidade de features que são entregues na versão Standard do produto a partir do SQL Server 2016 é de impressionar e deve popularizar ainda mais o produto;

Então, dispensa comentários sobre o quão é importante este evento para você que é profissional de dados. Mesmo que você trabalhe com outras tecnologia, continua interessante pois no momento de relevância do SQL Server, tá aí uma boa oportunidade para se informar mais do que tem de bom na plataforma da Microsoft. Isso sem contar a quantidade de profissionais de alto nível que estarão no evento pra trocar uma ideia, tirar dúvidas, etc.

Cya!

[]’s

 

 

 

DBCC CHECKDB em cópias da MASTER – Um caso interessante

Ilustrando um DB generico a lot

Olá,

Executei o CHECKDB em uma base chamada MASTER_SHADOW, que é uma cópia da master de um servidor de produção.

Erros pipocam na tela conforme ilustrado abaixo (resumido com as partes relevantes, pois os erros abaixo se repetem para diferentes classes):

Msg 8992, Level 16, State 1, Line 1
Check Catalog Msg 3851, State 1: An invalid row (class=12,depid=0,depsubid=0) was found in the system table sys.syssingleobjrefs (class=12).
Msg 8992, Level 16, State 1, Line 1
Check Catalog Msg 3851, State 1: An invalid row (class=13,depid=1,depsubid=0) was found in the system table sys.syssingleobjrefs (class=13).
(…)
(…)
CHECKDB found 0 allocation errors and 61 consistency errors not associated with any single object.
DBCC results for ‘sys.sysrscols’.

Msg 8906, Level 16, State 1, Line 1
Page (1:10) in database ID 7 is allocated in the SGAM (1:3) and PFS (1:1), but was not allocated in any IAM. PFS flags ‘MIXED_EXT ALLOCATED 0_PCT_FULL’.

CHECKDB found 1 allocation errors and 61 consistency errors in database ‘master_shadow’.
DBCC execution completed. If DBCC printed error messages, contact your system administrator.


O que era:

Assim que analisei o resultado, executei o CHECKDB na master em produção, a mãe desse “backup”. Nenhum erro, tudo no grau.

Suspeitei que fosse particularidade de alguma página da master que perdia referência ao virar uma base de usuário.

Fiz aquela pesquisa básica e cheguei no seguinte artigo do Paul Randal que elucidou o motivo do erro: Is my master Database really corrupt?

Em suma, realmente era particularidade da master, especificamente a página #10 da master que possui metadados “especiais”, que não pode existir em nenhuma outra base de usuário, o que era o caso dessa cópia da MASTER. Pelas mensagens de erro, nota-se que todos os erros de consistência apontavam para a mesma página (#10), então estava lendo sobre o assunto certo pro problema certo.


Finalizando

Conclusões do artigo original já supracitados no artigo do sqlmag: É interessante manter a MASTER na sua rotina de checagem de backup/restore mas tire as cópias de testes de integridade pra evitar diversos falso-positivos.

Conclusão: MASTER na rotina de RESTORE? Sim. Na rotina de CHECKDB? Só direto em produção.
Já restaurei master em várias oportunidades. Mas nunca havia executado CHECKDB até então. Topando com esse erro pela primeira vez. Vivendo e aprendendo.
[]’s

Script – Relatório dos Últimos Backups

Olá,

Script para visualização dos últimos backups de banco de dados.

Baseado e adaptado do script: http://timradney.com/2014/02/17/how-to-check-for-last-sql-server-backup/

/***********************************************************

Script: Verifica backup
Descrição:
Retorna, para cada base de dados, as últimas datas para os backups FULL, Diferencial (Diff) e também retorna a data dos dois
últimos backups de log.
Compatibilidade: SQL Server 2005 e versões superiores

************************************************************/

SELECT
DISTINCT

@@servername as [Servidor],
a.Name AS [Banco de Dados] ,
CONVERT(SYSNAME, DATABASEPROPERTYEX(a.name, 'Recovery')) [Recovery Model] ,
COALESCE((SELECT CONVERT(VARCHAR(50), MAX(backup_finish_date), 121)
FROM msdb.dbo.backupset
WHERE database_name = a.name
AND type = 'D'
AND is_copy_only = '0'
), '-') AS 'Full' ,
COALESCE((SELECT CONVERT(VARCHAR(50), MAX(backup_finish_date), 121)
FROM msdb.dbo.backupset
WHERE database_name = a.name
AND type = 'I'
AND is_copy_only = '0'
), '-') AS 'Diferencial' ,
COALESCE((SELECT CONVERT(VARCHAR(20), MAX(backup_finish_date), 121)
FROM msdb.dbo.backupset
WHERE database_name = a.name
AND type = 'L'
), '-') AS 'Log (Último)' ,
COALESCE((SELECT CONVERT(VARCHAR(20), backup_finish_date, 120)
FROM ( SELECT ROW_NUMBER() OVER ( ORDER BY backup_finish_date DESC ) AS 'rownum' ,
backup_finish_date
FROM msdb.dbo.backupset
WHERE database_name = a.name
AND type = 'L'
) withrownum
WHERE rownum = 2
), '-') AS 'Log (penúltimo)'
FROM sys.databases a
LEFT OUTER JOIN msdb.dbo.backupset b ON b.database_name = a.name
WHERE a.name <> 'TEMPDB'
GROUP BY a.Name

Fim de suporte – Microsoft SQL Server 2005

2005end

 

Como diria uma prezada cantora contemporânea de uma riqueza musica inagualável: É hoje.

É hoje que acaba o suporte estendido do SQL Server 2005, que em outras palavras significa o fim definitivo de suporte.

Para os nostálgicos, segue um What’s New de tudo o que a versão trouxe de novidade. Sem dúvida minha favorita foi a quantidade expressiva de DMV’s.

O uso de versões não suportadas significa ausência de suporte técnico do fabricante e maior riscos de sofrer com vulnerabilidades.

Não vamos alimentar os zumbis: considere migrar o quanto antes se você possuir uma versão dessas em ambiente de produção.

Até!

Fonte:

https://support.microsoft.com/en-us/lifecycle?c2=1044

 

Dica – Renomear base com mesmo nome, texto em caixas diferentes

O motivo de postar esse sapo é pelo mesmo motivo que a O'reilly publica seus livros com animais na capa

Olá,

Dica rápida de hoje.
Como renomear uma base para o mesmo nome com o texto em diferentes caixas (caixas baixas e altas).
Exemplo: alterar EssEnOme para EsseNome.O post leva em consideração também apenas instâncias com case insensitive.

Pra renomear bases de dados é muito comum utilizar a sp_renamedb por bons motivos:

  •  Procedure antiga já. Bem conhecida;
  • Sintaxe simples: EXEC SP_RENAMEDB ‘NomeBaseAtual’, ‘NovoNome’;
  • Antes de trocar o nome, faz algumas verificações (óbvias, mas necessárias);

Entretanto, a mesma tarefa pode ser executada com o comando ALTER DATABASE:

Mas o que acontece ao renomear uma base com o mesmo nome, com diferenças apenas nas fontes minúsculas e maiúsculas?

Ao usar a SP_RENAMEDB

Resulta na seguite mensagem:

The database ‘DB_aCesso’ already exists. Specify a unique database name.

O comando ALTER DATABASE vai funcionar tranquilo, e favorável:

Vale lembrar que tanto a sp quanto o comando ALTER DATABASE necessitam de lock exclusivo para efetuar a mudança no nome da base. Além de que comandos que alteram o nome da base exigem permissões de db_creator (na base), control server ou sysadmin.

[]’s
Fonte:

Error 22050 – Failed to initialize sqlcmd library with error number -2147467259. [SQLSTATE 42000]

Olá,

Tivemos o seguinte erro em um job recém implantado aqui na empresa que utiliza a feature Database Mail. Abaixo a tela do job em questão:

E22050_1

Messagem:

Executed as user: DOMINIO\SVC-CONTAETC. Failed to initialize sqlcmd library with error number -2147467259. [SQLSTATE 42000] (Error 22050).  The step failed.

Procurando maiores informações sobre esse erro nos mais decentes mecanismos de busca (não é o bing), localizei várias ocorrências dessa mesma mensagem onde a única coisa em comum era o uso do Database Mail, mas as causas do problema quase sempre eram diferentes. Pensando nisso, a melhor estratégia era identificar o erro raíz que estava gerando a “falha na inicialização na biblioteca do SQLCMD”.

Troubleshooting 

  • Profiler configurado, filtrando a conta do Agent e com o evento “User Error Message”. Pode ser Extended Events também. Não importa o meio de tracing, importante é conseguir resolver o problema.
  • Executar novamente o job problemático. Eu executei no mesmo ambiente porque já conheço o ambiente e o que o job faz, mas recomendo que faça isso em ambiente de não-produção.
  • Consultar o trace. Simples assim.

Básico, mas suficiente. Olha o erro raíz aí:

E22050_2

Erro:

Invalid object name ‘dbo.ResultQuery’.

Antes de falar sobre o erro, é interessante falar sobre o job em questão: ele prepara um resultset bem simples utilizando a tabela  dbo.ResultQuery, só que a lógica inteira do job acontece no banco BDABC e a query utilizada no Database Mail não especificava qual era a base, logo, o objeto era procurado na MASTER (onde ele realmente não existe). Abaixo o trecho de código com a referência inválida.

A forma de consertar isso foi trivial: colocar o nome da base antes do dbo e pronto. Job funcionando e sem erro 22050.

Logo podemos concluir que o que realmente importa neste caso, é o erro raíz, não a mensagem logada no SQL Agent. Lembra um pouco as “palas” que acontecem no DTC onde aparece que a transação foi abortada e no final das contas foi um erro totalmente away (tabela inválida, coluna inválida, pk duplicada, etc).


TL;DR: O erro  22050 não responde o motivo do erro. Analise o código, de preferência com Trace, Extended Events ou algo que possa te ajudar a localizar o erro original.


 

Até o próximo post 🙂

SQL Saturday #424 (SP) – Eu fui + relatos

IMG_20150929_132953005 (Large)

Olá,

Rolou nesse final de semana (26/09) na UNIP de Taubaté (São Paulo) mais uma edição do SQL Saturday (#424). Em resumo, trata-se de um sábado dedicado para disseminação de informação sobre o SQL Server (e relacionados) por voluntários que fazem parte da comunidade técnica (e sem medo de falar besteira, alguns dos melhores profissionais do Brasil estão entre eles) assim como uma oportunidade ímpar de networking com profissionais que estão ali trabalhando com a mesma coisa que você. E o melhor, é um evento gratuito (mesmo que os palestrantes paguem do próprio bolso todo o deslocamento pro evento).

Já é a quarta edição do evento que eu participo (sendo a segunda em São Paulo) e minha impressão pessoal é que tem melhorado cada vez mais como um todo (organização, distribuição de palestras, etc) e isso só tem sido possível graças à sempre afiada comunidade técnica e aos patrocinadores que aparentemente tem investido muito mais no evento do que a própria Microsoft.

A minha dica é: se você pode participar de uma oportunidade dessas, não pense duas vezes: é riquíssima de conhecimento e networking, então se o SAT não chegar na sua cidade, considere viajar para participar. Sugiro também que, caso a empresa não assuma as despesas da viagem por você, considere pagar do próprio bolso. Por mais que não pareça, é um experiência interessante para sua carreira e isso certamente terá retorno (não apenas financeiro, mas profissional, pessoal, etc).

 

Relatos

Enfim, vou falar um pouco sobre momentos do evento. Estou fazendo isso porque preciso voltar a escrever e essa é sim uma boa desculpa pra isso 🙂

Abertura:  Aconteceu no auditório. Começou um pouco em cima da hora e por esse motivo o responsável por abrir o evento (Diego Nogare) realizou a abertura mais depressa possível,  que durou menos de 10 minutos. Trata-se de explicações básicas sobre o evento, quem está patrocinando, como funciona a estrutura das trilhas, etc. Conversa breve e todo mundo levantou  e se direcionou para as salas.


Advanced SQL Server Execution Plans – Level 500

Fabiano Neves Amorim

Trilha: DBA (Desenvolvimento)

A palestra seria em uma sala que rapidamente transbordou de tanta gente (e olha que a sala era grande), e quando não cabia mais cadeiras na sala decidiram trocar nesse momento o local e voltamos para o auditório (onde rolou a abertura).

A palestra foi bem engraçada, com uma abertura bem zoeira do Fabiano que montou um slide só de memes e zoeiras de outros palestrantes, e depois disso  começou de verdade a apresentação: cheia de desafios de otimização e claro, soluções, e nessa apresentação especificamente, soluções que não são sempre as melhores devido à particularidades do Query Optimizer do SQL Server. Enfim, muito doido, recomendo pra quem gosta de conteúdo denso. Como o tempo estava um pouco corrido, Fabiano encerrou a apresentação mencionando que ainda tinha mais coisas pra mostrar, e aí indicou procurar no blog dele (e/ou  na página oficial do sat) .

Ah, e no final ele tirou algumas dúvidas e distribuiu algumas cópias do seu livro Complete Showplan Operators na bondade pura e acabei adquirindo uma cópia física do livro 🙂 Recomendo a leitura se o assunto plano de execução te interessa. O livro aborda de modo bem detalhado os operadores básicos e não é uma leitura pesada. Também é possível obter o .pdf gratuitamente baixando direto pelo site da RedGate.


Entendendo o Clusterlog

Marcelo Fernandes e Alex (@zedump)

Trilha: DBA Administração)

Palestra bem interessantes. Antes de explicarem o que é o Clusterlog, como é gerado e formas de analisá-lo, abordaram um pouco sobre o conceito de alta disponibilidade no geral, a regra dos 9’s e um  pouco sobre Failover Cluster.

O Alex também deu algumas dicas de como pesquisar com efetividade o clusterlog principalmente em casos de crise (onde o tempo é mais escasso), seja filtrando e interpretando o mais importante e fazendo associações com outros logs (como o log do event viewer, por exemplo).

A explicação foi bem clara e direta ao ponto. Algo que eu curti bastante e que não fazia a mínima ideia da existência disso: Backup para recuperação Bare Metal, que é um backup a nível de Sistema Operacional que possibilita a recuperação das configurações de várias estruturas do S.O, inclusive do Cluster, em casos de necessidade. O Marcelo mostrou uma demo disso no final da apresentação. É bacana, é um assunto que de fato tem pouco material na internet e no final arrancou alguns aplausos do povo porque a galera curtiu de verdade. O Marcelo aproveitou e mencionou que esse assunto está em maiores detalhes no livro recém lançado por ele e o Milton, o “ SQL Server 2014:  Alta disponibilidade na prática com AlwaysOn Failover Cluster Instances“, e de fato está (dei uma folheada e estava lá bem explicado).


SQL Server Security Hardening

Diego Miranda

Trilha: Geral 2

É um tema que curto muito e foi muito bem explicado pelo Diego Miranda. O começo da palestra foi uma explicação direta  abstraindo um pouco do que significa segurança no contexto de TI, depois aquele gráfico bem famoso de SGBDS x vulnerabilidades ao longo do tempo (tipo as do NIST) e tá ali a prova histórica de que o SQL Server não negocia o conceito de segurança: é um must e não um extra e todo o desenvolvimento do produto leva isso como parte do design.

 

Depois disso foi explicado vários pontos onde muitos ambientes possuem vulnerabilidades e as melhores práticas para corrigi-las. Citando alguns exemplos (que são extremamente comuns em qualquer ambiente e vi muita gente tossindo de leve em algumas ):

 

  • Conta do SQL Server como admin local;
  • XP_CMDSHELL
  • Porta padrão
  • Sysadmin

 

Na parte das demos, houve um tempo pra falar e mostrar sobre certificados, um pouco de TDE e também de um assunto que curto muito: CONTROL SERVER, que embora não seja um sysadmin pode “se elevar” o suficiente para se “tornar” um. Existem algumas formas de fazer isso e uma delas foi mostrada na apresentação. Não lembro se foi também a última demo, mas teve uma sobre trigger de login pra auditar acessos. Ele explorou algumas falhas que a maioria das implementações deste recurso fazem (como por exemplo, filtrar por Program Name sendo que esse parâmetro é totalmente editável pela string de conexão).

Enfim, foi uma palestra excelente e ficou claro o domínio do palestrante sobre o tema. Quem assistiu não deve ter se arrependido.


 

Vamos falar sobre TEMPDB

Ricardo Leka

Trilha: Geral 2 (DBA Dev)

Leka faz parte do grupo seleto de dois MCM’s e dessa vez o assunto foi particularidades sobre o TEMPDB, explicando a importância dessa base, porque ela é conhecida como playground dos desenvolvedores do SQL Server, arquitetura e limitações, qual a ligação da model com ela (sim) e no final comentou um pouco sobre a polêmica de quantidade de criação de arquivos de TEMPDB. Ficou evidente de que havia muito conteúdo nessa apresentação que ficou de fora por falta de tempo e o palestrante prometeu disponibilizar  material depois (e pessoalmente, estou curioso pra conferir esse material 🙂 ).


 

DataZen – Do Início ao Fim

Arthur Luz

Trilha: Geral 1

DataZen é uma ferramenta de BI relativamente nova no mercado e que foi comprada pela Microsoft. Atualmente não trabalho com BI e fiquei curioso pois não sabia nada da ferramenta, e o Arthur fez um ótimo trabalho explicando de forma facilitada do que se trata a ferramenta e explicou passo a passo sobre o processo de instalação.

O que me surpreendeu de verdade nessa palestra foi a tranquilidade e o domínio do palestrante sobre o tema, o que fez com que ele conseguisse passar tudo (e não era pouca coisa) o que ele realmente propôs na pauta e com certa tranquilidade (mesmo com menos tempo por que a sala estava ocupada). Achei um excelente ponto de partida para conhecer mais da ferramenta. A principal vantagem aqui é que o Arthur está constantemente blogando (e blogando bastante, olouco) sobre a ferramenta que agora é uma frente de trabalho dele, então se você se interessar pelo tema certamente vai querer conferir direto no blog dele, que você pode acessar aqui.


Hekaton v.2 e ColumnsTore Index v.3 – Nova Geração de Banco de Dados

Luan Moreno Medeiros Maciel

Trilha: DEV 1

O Luan é bastante conhecido na comunidade por ter praticamente adotado dois assuntos que são “eternas novidades” no SQL Server: o Hekaton (hoje conhecido por In-Memory OLTP) e Columnstore. Essa palestra foi bacana porque ele conseguiu falar as novidades sobre o Columnstore, depois sobre o Hekaton, depois sobre o Columnstore no Hekaton. Bem interessante ver que as features evoluíram muito desde a versão de inauguração: Hekaton não restringe tanto quanto antigamente como na primeira versão e agora o Columnstore possui algumas vantagens que na minha opinião deveriam ser essenciais desde a primeira versão (uma delas bastante importante é que ele é atualizável agora).

Se você se interessa sobre o assunto, basta procurar o blog do Luan e você verá um avalanche de post sobre o assunto.

 


 

Encerramento do evento + Material

 

E fomos para o auditório para as palavras finais, os agradecimentos, e como de costume, sorteio de vários brindes. É extremamente importante ressaltar que todo o conteúdo do SAT é disponibilizada na web, seja no blog dos palestrantes, seja na página oficial da edição do SAT correspondende. Então, minha recomendação é: se você tiver interesse e quiser um ponto de partida, clique aqui.


Conclusão + chamada pro próximo SQL Saturday (#469)

No final ficou aquele sentimento (pelo menos pra mim) de que precisamos estudar mais (sempre, ehuhea) e que valeu a pena estar ali, e já pensando sobre os próximos SATS. O próximo é aqui em Brasília que ocorrerá no dia 21 de Novembro. Se inscreva clicando aqui. Bora? Não deixe de fazer sua inscrição visitando esse link. Como já disse no início, vale muito a pena!

[]’s